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Instagram Vídeo como recomendação web 2.0 no E-commerce

E-Commerce AddctionEstou cada vez mais convencido de que a recomendação web 2.0 de produtos com exposição de imagens e vídeos está deixando de ser uma tendência para ser uma estratégia a ser utilizada por todas as lojas virtuais. A evidência disto é a nova funcionalidade do Instagram Vídeo.

No artigo “A Recomendação com exposição de imagens e vídeos”, que exponho um dos principais tópico de minha Dissertação de Mestrado, tenho falado da influência destes formatos de recomendação para a conversão de usuários em consumidores. O porém é que esta estratégia ainda não é bastante utilizada pela indústria de comércio eletrônico.

Mas isto está mudando. E uma constatação recente desta transformação surgiu com a anunciação do Instagram em permitir aos usuários, a adição de vídeos com até 15 segundos, o que é suficiente para demonstrar as funcionalidades de qualquer produto. Atualmente, as recomendações com vídeos nos sites que já adotaram esta estratégia, apresentam vídeos advindos do youtube, que é ainda o maior compartilhador de vídeos. Porém, na era do mobile na qual estamos, este gigante apresenta fraquesas exatamente neste ponto. E é aí que o Instagram Vídeo irá fazer diferença.

Este vídeo é uma apresentação desta funcionalidade:

Se já leram o artigo ou a Dissertação que falo sobre esta emergente estratégia de recomendação entenderá mais facilmente quando falo que este aplicativo mobile permitirá mais facilidade para que o consumidor avalie os produtos adquiridos em determinada loja virtual.

Ou seja, o processo que até então era:

O cliente grava um vídeo utilizando e mostrando o produto, depois descarrega do celular para o computador ou diretamente para o youtube, depois envia o link para o lojista, que então é avaliado e postado na página do produto da loja virtual.

Passará a ser:

O cliente grava um vídeo utilizando o produto e imediatamente o vídeo poderá ser tagado com um código do produto – ou qualquer outra forma de identificação da relação entre o respectivo produto ao vídeo – e já postado na página do produto da loja virtual.

O potencial da utilização deste recurso poderá ser exponencial, tendo em vista outros benefícios da marca como um contato mais social entre marca e consumidor, promoção diversa, transmídia, engajamento, visibilidade, etc. E o mais importante, a recomendação horizontal (de consumidor para consumidor).

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A Recomendação com exposição de imagens e vídeos

A recomendação com exposição de imagens e vídeo
Para Toni e Schuler (2007), um dos principais instrumentos do pensamento humano são as imagens mentais, através das quais se representa o mundo, para poder refletir sobre os seus objetos, mesmo que eles não estejam presentes. As imagens constituem um dos materiais intelectuais mais importantes do homem, sendo capazes de influenciar e direcionar o seu comportamento. Assim, completa os autores: “a imagem que o consumidor tem de um produto influencia fortemente sua decisão de compra. É através dessa imagem que ele vai pensar no produto, durante seu processo de decisão”. Esta imagem de produto que a mente do consumidor irá gerar, será resultado das impressões que o consumidor recebe de muitas fontes (Dobni e Zinkhan 1990; Stern et al. 2001, citados por Toni e Schuler 2007).

Mas estas imagens são mentais. Uma destas fontes advém dos comentários dos outros consumidores sobre determinado produto exposto em uma das páginas da loja virtual. Estes comentários são palavras e estas têm o poder de evocar também sentimentos nos leitores. Porém, se incorporar imagens reais dos produtos nos comentários, torna o processo de imaginação ou elucidação mais rápido.

As imagens dos produtos adquiridos, expostas pelos utilizadores em suas avaliações, dão uma impressão importante para que os novos consumidores criem uma posição mental o mais próximo do real para aquele determinado produto visto numa loja virtual. Numa forma de aproximar o abstrato ao tangível nesta barreira imposta pela compra virtual, através das exposições das imagens e vídeos. Além de que, Felipe Morais (2012) argumenta, com base em estudos, que vídeos sobre o produto e sua utilização aumentam em 30% as vendas.

O que vem sendo adotado nas lojas virtuais como “eBay.com” e “Amazon.com”, como recomendação através da avaliação dos utilizadores, é a avaliação dos consumidores sobre determinado produto adquirido com um comentário de texto e classificação de pontuação numa “escala de Likert”. Mas outros como “Dealextreme.com” e “Lightinthebox.com” permitem ainda a anexação de imagens do respectivo produto adquirido:

 recomendacao com exposicao de imagens

Recomendação com exposição de imagens. Fonte: Lightinthebox.com

Após o utilizador ler o comentário, pode clicar nas imagens postadas pelo antigo utilizador para vê-las ampliadas:

visualizacao ampliada da imagem da recomendacao

Visualização ampliada das imagens da recomendação. Fonte: Lightinthebox.com

O utilizador pode visualizar todas as imagens postadas pelo antigo utilizador, auxiliando a elucidar o produto em interesse.

Outras lojas virtuais permitem ainda que seus consumidores disponibilizem, para além de imagens, vídeos dos produtos adquiridos como forma de recomendação a novos consumidores na página de descrição do produto:

recomendacao com exposicao de video

Recomendação com exposição de vídeo. Fonte: Dealextreme.com

Após o clique nas imagens que correspondem ao vídeo na página do produto em descrição, o utilizador irá para uma página exclusiva da loja virtual para que possa ver com clareza a reprodução do respectivo vídeo:

visualizacao do video da recomendacao

Visualização do vídeo exposto na recomendação. Fonte: Dealextreme.com

Schafer et al. (s.d.) avaliam as oportunidades no comércio eletrônico face aos sistemas de recomendação e afirmam que “os sistemas de recomendação atuais apenas usam um pequeno subconjunto da informação disponível sobre o consumidor ao criar as recomendações”. Esta exposição de vídeos sobre o produto permite demonstrar que tipo de produto se trata e sua utilidade, assim como melhor pode fazer identificar que o respectivo produto é semelhante a outro que tinha sido procurado anteriormente ou muitas outras coisas.

Como se é visto, por parte dos utilizadores, a atual estratégia de recomendação adotada nos sites de comércio eletrônico? A resposta pode ser encontrada aqui.

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Referências:

DOBNI, D., & ZINKHAN, G. M. (1990). In search of grand image: a foundation analysis. Advances in Consumer Research, 17(1), 110-119.

MORAIS, Felipe. (2012). Como aumentar vendas sem mídia online?. Web Contexto. http://www.webcontexto.com.br/midias-sociais/como-aumentar-vendas-sem-midia-online/, [Acessado em 18 de Junho 06 de 2012].

TONI, D. de & SCHULER, M., (2007). “Gestão da imagem: desenvolvendo um instrumento para a configuração da imagem de produto”. Revista de Administração Contemporânea. Versão on-line. Vol. 11. Nº 4. Curitiba. Disponível em http://dx.doi.org/10.1590/S1415-65552007000400007, [Acessado em 03 de Abril de 2012].

SCHAFER, J. Ben; KONSTAN, Joseph; RIEDL, John. (s.d). Recommender Systems in E-Commerce. University of Minnesota. Minneapolis.

STERN, B., ZINKHAN, G. M., & Jaju, A. (2001). Marketing images: construct definition, measurement issue, and theory development. Marketing Theory, 1(2), 201-224.

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Análise do mercado de SEO em 2012 e a projeção para 2013

A empresa Polonesa especializada em SEO, Positionly, divulgou um infográfico sobre o mercado global de SEO, apresentando-o em números e os efeitos das atualizações dos algorítimos do Google. Também as previsões para 2013, posicionamento e estatísticas da dedicação de ferramentas de medição.

A fatia global do mercado de motor de busca

global search engine market shareFonte: Positionly.com

Impacto das mudanças no algorítimo no SEO

O algorítimo de busca do Google é mudado 500 a 600 vezes por ano. E são realizados 11 mil testes de algorítimos de busca. Portanto, estas mudanças de algorítimos implementadas para dar mais qualidade aos resultados de busca tem impactado na indústria de SEO.

Devido as alterações nos filtros do Google (Panda em Janeiro e Pinguin em Abril), cerca de 51 395 353 domínios foram removidos dos resultados de busca.

– Panda e Pinguim (nomes communs de atualizações do algorítmo de busca) são 1 dos 200 fatores, que o Google leva em consideração determinando as posições dos sites na página dos resultados de busca.

Previsão para 2013

Especialistas concordam que este ano será dominado por SEM e SEO. Pela primeira vez, o marketing para motores de busca ganhará a liderança em investimento de publicidade online. O investimento em SEM em 2012 foi acima de 40 bilhões de dólares e estima-se um aumento para a casa dos 50 bilhões em 2013.

SEO nos Negócios

  • 40% das empresas monitoram seus esforços em SEO;
  • 10% das empresas não sabem como monitorar o SEO;
  • 30% das empresas tem problemas para medir os efeitos do SEO;
  • 29% das empresas no mundo usam ferramentas para monitorar a performance do SEO.

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A integração do mundo digital Web 2.0 com o mundo real

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Em uma entrevista ao programa Click TV, o especialista em marketing digital, Adolfo Conrado afirma que para ele não existe mundo digital e real separadamente. O digital faz parte do mundo real. As redes sociais, como é muito comum assim serem chamadas, são, na verdade, plataformas de sociabilização de sua rede real, no mundo digital. São então plataformas de redes sociais. O mundo digital e o mundo real estão sendo confundidos como entidades separadas.

Muitas empresas ainda não perceberam que estas redes sociais são formadas por pessoas que em sua vida real consomem produtos e serviços e relatam suas experiências no meio digital. É a mesma vida real exposta no meio digital.

Deparo com empresas que não condizem suas práticas comunicadas no mundo digital com suas práticas no mundo real. Estas separam muito estes dois mundos. Já constatei relatos de profissionais que atuam no meio digital fazendo exatamente isto: simplesmente não respondeu a uma reclamação de um cliente em uma plataforma de rede social porque para ele, alí não era o espaço para tal. Assim como este profissional, outros também provavelmente tomaram uma atitude como esta. A web 2.0 veio para ditar que as empresas já não controlam a sua comunicação com o mercado. Não é mais a empresa que dita como fazer, são os próprios consumidores. E qualquer rede social tem essa característica. Deixar de responder ao cliente na rede social sobre um determinado problema demonstra falta de compromisso, falta de atenção, falta de respeito e etc. Seria o mesmo de como se um cliente fosse fazer uma reclamação com um atendente e o atendente não desse atenção e se escondesse por trás do balcão.

Há outro exemplo que ilustra ainda melhor este teor de web 2.0: a plataforma Foursquare, que é um tipo de microblog com geolocalização, fornece aos usuários um perfil onde pode dar dicas, opiniões e avaliações pelo celular sobre lugares visitados. Assim e exemplificando, um restaurante (empresa) sequer pode deixar de estar presente nesta rede.  E os seus clientes que são ao mesmo tempo usuários do foursquare, dão sua opinião sobre qualidade da comida, atendimento, ambiente, preço e tantas outras coisas que quiserem. Estas opiniões serão vistas por qualquer usuário. Mas o mais web 2.0 nisso é que um cliente (também usuário da aplicação) que apresenta mais checkins (que publica sua visita) no restaurante recebe do próprio sistema um badge (como se fosse uma medalha) chamado de Mayor. Se formos ao pé da letra no inglês para definir a palavra Mayor, poderemos definir este usuário/cliente como o Prefeito do restaurante.

Mais uma evidência de que na era da web 2.0 a empresa não manda.  E que mostra que uma empresa deva ter boas práticas no mundo real senão será severamente castigada em público, no mundo digital.

Acredito que as organizações que não conseguem perceber isto tudo encontrarão muita dificuldade em se adequar ao atual mercado.

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O Blog do E-commerce Addiction vem trazer tópicos inerentes a e-commerce e marketing digital numa perspectiva científica. Os objetivos desta iniciativa é de fomentar o conhecimento científico na área do comércio eletrônico e marketing digital, com a exposição de temas onde estudantes universitários de cursos ligados a áreas afins possam debater e até refletir os temas aqui propostos com o intuito de auxiliar na sua definição de tema para o trabalho de conclusão de curso ou para trabalhos que se desenrole durante o curso. Assim, poderá ser útil também para qualquer outros níveis acadêmicos que queiram contribuir para a comunidade. Sem esquecer de que a indústria também poderá se beneficiar do conhecimento coletivo.

Explicado o propósito do blog, vamos enriquecer nosso conhecimento!

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